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Pensando como um líder.

9 jul
Por Jack Welch.  Artigo original em: http://ow.ly/mOb73 

Frequentemente as pessoas que são promovidas para o seu primeiro cargo de liderança não entendem a essência do que é ser líder. Este, provavelmente, é o maior motivo de tropeço em suas carreiras.

Tornar-se um líder muda tudo. Antes de ser um líder o sucesso é sobre você: é a respeito da sua performance, das suas contribuições, de você levantando a mão, sendo chamado e dando as respostas certas.

Quando você se torna um líder o sucesso é sobre o crescimento dos outros: tornar as pessoas que trabalham para você mais espertas, maduras e ousadas. Nada que você faz como um indivíduo importa, a não ser a forma com que você nutre, dá suporte ao seu time e ajuda cada membro a aumentar sua auto confiança. Sim, você terá a sua parte de atenção lá de cima, mas somente na medida em que seu time estiver vencendo. Dizendo de outra forma: seu sucesso como líder virá não do que você faz, mas das glórias refletidas pelo seu time.

Agora, esta é uma mudança e tanto e,  sem dúvida, muito difícil! Ser um líder basicamente exige um mindset (modelo mental) completamente novo. Você não vai mais ficar pensando “Como eu posso aparecer?”, mas “Como eu posso ajudar o meu time a fazer o seu trabalho ainda melhor?”. Algumas vezes isto requer mudar um hábito de décadas. Afinal, você provavelmente passou a vida desde o colégio até seu último emprego sendo alguém que ”levantava a mão”. A boa notícia é que você foi promovido porque alguém acima de você acredita que você tem bagagem para fazer a transição de astro do time para um treinador de sucesso.

O que esta transição verdadeiramente envolve? Em primeiro lugar você deve orientar ativamente o seu time. Você deve exalar energia positiva sobre a vida e o trabalho que vocês estão fazendo juntos, mostrar otimismo sobre o futuro e cuidado. Cuidar apaixonadamente pelo progresso de cada pessoa. Dar a eles feedback – não só na avaliação anual ou semestral – mas após reuniões, apresentações ou visitas a clientes. Fazer de cada evento importante um aprendizado. Dizer o que você gosta do que eles estão fazendo e de que forma eles podem fazer ainda melhor. Sua energia vai energizar todos a seu redor.

E não tem necessidade de dourar a pílula. Seja sincero, o que aliás é uma das principais características dos líderes efetivos.

Tenha isso em mente e nunca se esqueça: você é um líder agora: não é sobre você. É sobre eles!

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Princípios e habilidades dos “Líderes Conscientes”.

7 nov

Este ano passou tão rápido para mim e trouxe tantas novidades interessantes que quero compartilhar alguns aprendizados.

Recentemente passei a fazer parte do time de consultores da Axialent, uma consultoria global especializada na área de “Consciência nos Negócios” (Conscious Business). Decidi apresentar de forma resumida algumas idéias para te ajudar a fazer escolhas conscientes mediante os desafios pessoais e profissionais.

Consciência”, segundo Fred Kofman – sócio-fundador da Axialent, é a habilidade de experimentar a realidade, consciente de seu mundo interior e exterior, para fazer escolhas alinhadas com suas necessidades, valores e metas.

“Consciência nos Negócios” é um conjunto de princípios e habilidades que ajudam os líderes de uma organização a criarem um ambiente que desenvolve:

  1. Entusiasmo, paz e felicidade nos indivíduos;
  2. Respeito mútuo, confiança e solidariedade nos relacionamentos;
  3. Resultados sustentáveis excepcionais.

No coração de uma empresa consciente as pessoas:

  1. Assumem responsabilidade por suas vidas (Responsabilidade Incondicional);
  2. Não comprometem seus valores por sucesso material (Integridade Essencial);
  3. Falam a sua verdade com honestidade e respeito (Comunicação Autêntica) ;
  4. Ouvem com humildade (Humildade Ontológica);
  5. Resolvem desentendimentos atendendo a todas as preocupações (Negociação Construtiva);
  6. Honram compromissos impecavelmente (Coordenação Impecável);
  7. Aceitam suas emoções e as expressam de forma construtiva (Domínio Emocional).

A partir deste post eu farei um resumo de cada um destes sete princípios/ habilidades para compartilhar perspectivas sobre como desenvolver uma “liderança consciente” e uma cultura organizacional que cuide das pessoas muito além da riqueza material, mas psicológica, emocional e espiritual.

Acredito que este vídeo (em inglês) dará uma boa noção do que vem por aí: Sheryl Sandberg, COO do Facebook, fala sobre a importância da “comunicação autêntica” e da “responsabilidade incondicional” para alavancar o potencial das pessoas e criar times poderosos nas organizações.

Forte abraço.

Seus valores e virtudes te fazem próspero e feliz?

31 ago

Acabei de ler o livro Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas) de Ayn Rand e tive uma série de insights sobre que escolhas podem ajudar a criar liberdade e felicidade em alinhamento com propósito de vida, paixão e lucros. Apesar de ter sido publicado em 1957, na minha opinião, a história encaixa-se perfeitamente nos dias de hoje.

Na mitologia grega o Titã Atlas recebe de Zeus o castigo de carregar o mundo nas costas. Esta é uma metáfora utilizada por Ayn Rand que descreve um cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia.

A autora divide o mundo em dois grandes grupos: aqueles que produzem riqueza (produtores) e aqueles que vivem das riquezas geradas por outras pessoas (saqueadores). Cansados de carregar o mundo nas costas e conscientes de quanto mais riqueza, mais saqueadores existirão, os produtores – principais líderes da indústria, empresários, filósofos e cientistas – começam a sumir sem deixar pistas e a economia entra em colapso.

Abaixo compartilho alguns insights com o objetivo de adicionar mais um ponto de vista sobre as escolhas que você tem feito em busca da sua felicidade e liberdade:

  • Algumas pessoas escolhem produzir algo de valor para outras pessoas e se tornam “produtores”. Eles decidem seguir um caminho de integridade alinhado com seus valores, assumem responsabilidade por suas escolhas, enfrentam os desafios aprendendo com os erros, buscam melhorar suas fraquezas ao invés de querer “sair bem na foto”, tem amor próprio e não se preocupam com o que os outros vão achar, são corajosos, estão preparados para as oportunidades, apreciam e valorizam a riqueza material pois é parte da conquista de seu próprio trabalho;
  • Outros escolhem não criar a própria riqueza e vivem para explorar a riqueza gerada pelas outras pessoas, tornando-se “saqueadores”. Utilizam argumentos baseados em mitos para cobrar impostos/tributos ou se escondem sob diversos pretextos para pedir ajuda, caridade e esmolas. São a antítese das idéias e escolhas dos produtores;
  • A justiça é vista como um comércio sem segundas intenções ou agendas escondidas: eu te dou algo de valor e você me dá algo de valor em troca. Isto é aplicado não só aos negócios, mas também nos relacionamentos afetivos: as pessoas que tem seu próprio “motor” são admirados e valorizados pelo seu parceiro(a). Um relacionamento afetivo está baseado nos valores e virtudes de ambas as partes para uma relação próspera em todos os sentidos;
  • Os valores de integridade, racionalidade, honestidade, justiça, independência, produtividade e orgulho embasam o juramento dos direitos individuais em busca da felicidade e direito a propriedade criada pelos esforços individuais: “Eu jamais viverei por outro homem, nem pedirei a outro homem que viva por mim”;
  • Caridade é ajudar aqueles que merecem (que estão se esforçando para produzir algo de valor) a realizarem seus objetivos. Ajudar os que não se esforçam, que escolhem não aprender, que não tentam produzir algo de valor para a sociedade, aqueles que vivem para “saquear” as pessoas que produzem é a pior forma de sabotar o aprendizado e crescimento destes. Dar droga a um viciado é amor?
  • Independência é o reconhecimento do fato de que a responsabilidade de discernir é sua. Nada pode ajudá-lo a se esquivar dessa responsabilidade de que nenhum substituto pode pensar por você; de que nenhum substituto pode viver a sua vida; de que a forma mais vil de autodegradação e autodestruição é subordinar a sua mente a de outro; aceitar uma autoridade sobre seu cérebro; aceitar as afirmações de outros como fatos, suas opiniões como verdades; seus decretos como intermediário entre sua consciência e sua existência.

A seguir compartilho a entrevista de Ayn Rand sobre o livro e sobre sua visão dos direitos individuais, liberdade e a busca da felicidade. Achei muito interessante e provocativa! Assista e compartilhe sua opinião.

Parte 1

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Parte 2

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Parte 3

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Forte abraço e sucesso!

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Aprendendo a inovar.

25 maio

Hoje eu quero compartilhar um assunto que considero ser a chave para a inovação nas organizações e em suas vidas pessoais: aprender a ser humilde o suficiente para ouvir e respeitar outros pontos de vista.

As pessoas vêem o mundo de formas diferentes. A maneira como você lida com isso vai definir se você é um “aprendiz” ou um “controlador”.  Os controladores dizem que sabem como as coisas são, como deveriam ser e o que precisa ser feito. Dão muitas ordens e fazem poucas perguntas. Aprendizes são curiosos e humildes, não tem tanta certeza na interpretação do que está acontecendo e o que deva ser feito. São mais inquisidores do que mandões e tentam levar em consideração os pontos de vista alheios ao invés de impor o seu único ponto de vista.

Os controladores sustentam sua auto estima acreditando que sempre estão certos. Sentem-se satisfeitos quando conseguem eliminar todos os pontos de vista contrários e todos passam a concordar com eles. Acreditam que as coisas são como eles as vêem e qualquer outra interpretação está errada. Um caso típico de “arrogância ontológica” (ontologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza da realidade, o que é inerente a todos e a cada um dos seres).

Os aprendizes sustentam sua auto-estima no fato de permanecerem abertos, convidando todos  a compartilharem suas percepções dentro de um espírito de aprendizado mútuo. Acreditam que vêem as coisas da forma como lhes parece e que essa visão é apenas parte de um todo muito mais amplo. Estes exemplos são o oposto da arrogância, a “humildade ontológica”.

Uma pessoa humilde não se vê acima das outras e não aparenta estar em posição privilegiada.  A humildade ontológica é o reconhecimento que a sua visão da realidade ou da verdade não tem nada de especial e faz parte de um modelo mais amplo de aprendizagem.

As conseqüências finais deste modelo de aprendizagem são o sonho de qualquer liderança: eficácia, flexibilidade, inovação, alta qualidade, grande lucratividade, baixos custos, baixa rotatividade de funcionários, melhoria contínua, crescimento pessoal e profissional.

No entanto, apesar de tantos benefícios este não é o modelo padrão de nossa sociedade. Vivemos em uma cultura arrogante onde a maioria de nós busca um modelo de controle unilateral. Desde os tempos de bebê você foi condicionado a ter mérito apenas quando vence, a evitar embaraços e a provar que está certo. Se falhar se sentirá um fracassado. Você percebe o erro como “culpa” e não  “um aprendizado para melhorar sua habilidade de dar respostas aos desafios”.

Desenvolver esta nova habilidade não é simples e requer muita prática.  É preciso que você aprenda a expressar seus pontos de vista e acolher as opiniões alheias com honestidade, respeito e humildade. O grande desafio não é desenvolver humildade não só com outros aprendizes, mas também com o grande número de controladores unilaterais que o cercam.

Como é possível se expressar com humildade ontológica sem ser massacrado pelos demais?  Como ser assertivo em relação ao que você pensa sem massacrar os que pensam de forma diferente?

O Primeiro passo é trazer isto para a luz de sua consciência, ficar alerta sobre sua forma de agir e buscar explorar mais sobre este assunto. Não existe receita de bolo, mas sim metodologia e treinamentos específicos para desenvolver esta habilidade.

Se quiser explorar mais sobre este assunto recomendo a leitura do livro Consciência nos Negócios de Fred Kofman.

Forte abraço!

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A Alma da Liderança

22 mar

Acabei de ler o livro “The Soul of Leadership” do Deepak Chopra e achei muito interessante a forma como ele conecta dois mundos aparentemente tão distintos: o mundo das escolhas diárias mediante aos desafios pessoais e profissionais com o mundo do “Despertar da Consciência”.

Este livro foi inspirado no Curso de Liderança da Kellogg Graduate School of Management, onde Chopra tem compartilhado, nos últimos oito anos, perspectivas com dezenas de CEO’s das mais variadas instituições.

Deepak utilizou um acrônimo com a palavra Leaders (Líderes) como um guia das habilidades que devem ser desenvolvidas para que você lidere com a sua alma:

L = Look and listen (olhe e escute) – Faça isto com seu coração e tente não julgar/ etiquetar as pessoas e situações sem sentir, ouvir e observar com cuidado previamente.

E = Emotional bonding (vínculo emocional) – Significa ir além do melodrama de viver em crise, aprender a livrar-se das emoções tóxicas , conseguir sentir quais são suas reais necessidades e as das pessoas a sua volta.

A = Awareness (consciência expandida) – Busque o autoconhecimento e fique consciente das perguntas que estão por detrás de cada desafio na sua vida: Quem sou eu? O que eu quero? O que esta situação demanda?

D = Doing (fazendo acontecer) – Desenvolva habilidades para ser orientado para as ações. Em qualquer situação seja responsável pelos compromissos e promessas feitas com tenacidade e persistência, mas lembre-se de manter a flexibilidade e o bom humor. Crie credibilidade!

E = Empowerment (delegar poder) – Vá além ao empoderamento do Ego, do “Eu, mim e meu”. Dê poder aos outros simultaneamente ao dar poder a si mesmo. Lide com o poder de forma transpessoal.

R = Responsibility (assumir responsabilidade) – Seja responsável por suas escolhas, assuma riscos de forma prudente, faça o que você diz, seja íntegro e alinhado com seus valores, guie sua vida e a das pessoas a sua volta para uma consciência mais expandida.

S = Sinchronicity (sincronicidade) – Desenvolva a habilidade de se conectar com sua voz interior, de criar sua própria sorte, de ter estrela, um suporte invisível que vem do campo da consciência que te leva além dos resultados previsíveis.

O livro é um bom aliado para aqueles que queiram dar um significado maior as suas vidas. Por abordar habilidades a serem desenvolvidas, somente a prática vai permitir a criação das maiores qualidades de um líder pode desenvolver: criatividade, inteligência, força e amor.

Assista ao vídeo onde Deepak fala sobre o livro (em inglês):

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Boa leitura e mãos a obra!

Forte abraço.

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