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Princípios e habilidades dos “Líderes Conscientes”.

7 nov

Este ano passou tão rápido para mim e trouxe tantas novidades interessantes que quero compartilhar alguns aprendizados.

Recentemente passei a fazer parte do time de consultores da Axialent, uma consultoria global especializada na área de “Consciência nos Negócios” (Conscious Business). Decidi apresentar de forma resumida algumas idéias para te ajudar a fazer escolhas conscientes mediante os desafios pessoais e profissionais.

Consciência”, segundo Fred Kofman – sócio-fundador da Axialent, é a habilidade de experimentar a realidade, consciente de seu mundo interior e exterior, para fazer escolhas alinhadas com suas necessidades, valores e metas.

“Consciência nos Negócios” é um conjunto de princípios e habilidades que ajudam os líderes de uma organização a criarem um ambiente que desenvolve:

  1. Entusiasmo, paz e felicidade nos indivíduos;
  2. Respeito mútuo, confiança e solidariedade nos relacionamentos;
  3. Resultados sustentáveis excepcionais.

No coração de uma empresa consciente as pessoas:

  1. Assumem responsabilidade por suas vidas (Responsabilidade Incondicional);
  2. Não comprometem seus valores por sucesso material (Integridade Essencial);
  3. Falam a sua verdade com honestidade e respeito (Comunicação Autêntica) ;
  4. Ouvem com humildade (Humildade Ontológica);
  5. Resolvem desentendimentos atendendo a todas as preocupações (Negociação Construtiva);
  6. Honram compromissos impecavelmente (Coordenação Impecável);
  7. Aceitam suas emoções e as expressam de forma construtiva (Domínio Emocional).

A partir deste post eu farei um resumo de cada um destes sete princípios/ habilidades para compartilhar perspectivas sobre como desenvolver uma “liderança consciente” e uma cultura organizacional que cuide das pessoas muito além da riqueza material, mas psicológica, emocional e espiritual.

Acredito que este vídeo (em inglês) dará uma boa noção do que vem por aí: Sheryl Sandberg, COO do Facebook, fala sobre a importância da “comunicação autêntica” e da “responsabilidade incondicional” para alavancar o potencial das pessoas e criar times poderosos nas organizações.

Forte abraço.

Aprendendo a inovar.

25 maio

Hoje eu quero compartilhar um assunto que considero ser a chave para a inovação nas organizações e em suas vidas pessoais: aprender a ser humilde o suficiente para ouvir e respeitar outros pontos de vista.

As pessoas vêem o mundo de formas diferentes. A maneira como você lida com isso vai definir se você é um “aprendiz” ou um “controlador”.  Os controladores dizem que sabem como as coisas são, como deveriam ser e o que precisa ser feito. Dão muitas ordens e fazem poucas perguntas. Aprendizes são curiosos e humildes, não tem tanta certeza na interpretação do que está acontecendo e o que deva ser feito. São mais inquisidores do que mandões e tentam levar em consideração os pontos de vista alheios ao invés de impor o seu único ponto de vista.

Os controladores sustentam sua auto estima acreditando que sempre estão certos. Sentem-se satisfeitos quando conseguem eliminar todos os pontos de vista contrários e todos passam a concordar com eles. Acreditam que as coisas são como eles as vêem e qualquer outra interpretação está errada. Um caso típico de “arrogância ontológica” (ontologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza da realidade, o que é inerente a todos e a cada um dos seres).

Os aprendizes sustentam sua auto-estima no fato de permanecerem abertos, convidando todos  a compartilharem suas percepções dentro de um espírito de aprendizado mútuo. Acreditam que vêem as coisas da forma como lhes parece e que essa visão é apenas parte de um todo muito mais amplo. Estes exemplos são o oposto da arrogância, a “humildade ontológica”.

Uma pessoa humilde não se vê acima das outras e não aparenta estar em posição privilegiada.  A humildade ontológica é o reconhecimento que a sua visão da realidade ou da verdade não tem nada de especial e faz parte de um modelo mais amplo de aprendizagem.

As conseqüências finais deste modelo de aprendizagem são o sonho de qualquer liderança: eficácia, flexibilidade, inovação, alta qualidade, grande lucratividade, baixos custos, baixa rotatividade de funcionários, melhoria contínua, crescimento pessoal e profissional.

No entanto, apesar de tantos benefícios este não é o modelo padrão de nossa sociedade. Vivemos em uma cultura arrogante onde a maioria de nós busca um modelo de controle unilateral. Desde os tempos de bebê você foi condicionado a ter mérito apenas quando vence, a evitar embaraços e a provar que está certo. Se falhar se sentirá um fracassado. Você percebe o erro como “culpa” e não  “um aprendizado para melhorar sua habilidade de dar respostas aos desafios”.

Desenvolver esta nova habilidade não é simples e requer muita prática.  É preciso que você aprenda a expressar seus pontos de vista e acolher as opiniões alheias com honestidade, respeito e humildade. O grande desafio não é desenvolver humildade não só com outros aprendizes, mas também com o grande número de controladores unilaterais que o cercam.

Como é possível se expressar com humildade ontológica sem ser massacrado pelos demais?  Como ser assertivo em relação ao que você pensa sem massacrar os que pensam de forma diferente?

O Primeiro passo é trazer isto para a luz de sua consciência, ficar alerta sobre sua forma de agir e buscar explorar mais sobre este assunto. Não existe receita de bolo, mas sim metodologia e treinamentos específicos para desenvolver esta habilidade.

Se quiser explorar mais sobre este assunto recomendo a leitura do livro Consciência nos Negócios de Fred Kofman.

Forte abraço!

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