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Um comprometimento que vai dobrar o seu valor no mercado.

24 jun

 Texto traduzido de Fred Kofman. Artigo original no link: http://ow.ly/mluqr  

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Porque você se amarraria a um mastro?

Odysseus se amarrou para resistir ao canto das sereias que poderia levá-lo para o mau caminho.

Na sua carreira permanecer no curso não é uma questão de vida ou morte, mas de quanto os seus serviços são valorizados.

O mastro é a sua integridade. As cordas são o seu comprometimento de honrar a sua palavra incondicionalmente.

Sem Desculpas, Sem Surpresas.

”Incondicional” significa “sem desculpas”; você vai fazer alguma coisa custe o que custar.

Com relação a compromissos, entretanto, “incondicional” não significa que você vai entregar custe o que custar. Ao invés disso, o que incondicional é a sua integridade. “Integridade” significa que sua palavra é sua obrigação. Você dá a sua palavra sinceramente, você a cumpre consistentemente e você cuida do seu interlocutor impecavelmente – especialmente se você não vai conseguir entregar o que foi combinado. Este último item é o aspecto incondicional da sua integridade. Por nunca descumprir a sua palavra você nunca vai surpreender negativamente o seu interlocutor.

Como eu expliquei neste artigo (em inglês) para fazer uma promessa sincera você precisa ter a intenção de entregar o que está sendo combinado. E você pode apenas fazer isso se você:

  1. entende o pedido (expectativas, condições e tempo)
  2. tem um plano robusto (planejou as etapas, previu as contingências etc.)
  3. tem as habilidades e recursos necessários para entregar o combinado.  

Durante a execução do plano você precisa monitorar o progresso para avisar seu interlocutor caso as coisas saírem do trilho. Neste caso você deve avisá-lo(a) imediatamente, pedir desculpas e explicar o que aconteceu. Em seguida você precisa perguntar quais as consequências negativas desta “não entrega” e o que você pode fazer para ajudar a minimizá-las. Finalmente, você precisa fazer um novo compromisso para reparar os danos que você causou.

Quanto você vale?

Valor não é uma qualidade objetiva. Valor é uma opinião subjetiva tida por alguém que considera usar alguma coisa para atingir suas metas. (leia este artigo – em inglês – para uma explicação completa).

No mercado o seu valor não é algo intrínseco a você. Seus serviços são commodities. Potenciais compradores – isto é empregadores e clientes – vão avaliar o seu valor de acordo com o que eles acreditam sobre quão útil você pode ser para que eles alcancem seus objetivos.

Eles não podem “usar” você como eles usam um recurso material. Você é consciente e por isso tem livre arbítrio. Você faz por eles o que você escolhe fazer, então eles não vão se beneficiar das suas competências a não ser que você se comprometa a dar suporte a eles.

Consequentemente, eles não vão acreditar que eles vão se beneficiar das suas competências a não ser que eles acreditem que você vai se comprometer com os objetivos deles. E se eles não acreditarem que você vai fazer isso, então não importa o quão habilidoso você é, você vai parecer sem valor para eles.

Por isto integridade é tão importante. Integridade é o que faz você confiável, e consequentemente, valioso. Sem integridade você não é confiável, por isso não tem valor.

Ainda assim a maioria das pessoas desvalorizam sua própria integridade. Em um estudo pesquisadores constataram que “manter a promessa não tem importância no local de trabalho; que as pessoas constantemente ignoram as suas promessas; e mais, “manter as promessas” está no último lugar do ranking na hierarquia de valores das empresas. Em média menos de um terço das pessoas cumprem a sua palavra.”

O caminho para o inferno

Muitas pessoas fazem promessas com boas intenções, mas quando elas tem algum problema, elas traem a sua integridade tentadas por cantos da sereia como:

  • Estou em uma crise; preciso deixar de entregar alguma coisa.
  • Talvez eu ainda consiga entregar; não tem necessidade de chateá-lo(a).
  • Eu estarei lá em 5 minutos; ninguém vai notar que eu estou atrasado(a).
  • Isso é uma coisa sem importância; ela não vai se importar.
  • Estou muito ocupado para lidar com a raiva dele; preciso focar no trabalho.
  • Eu tenho uma boa razão; isso saiu do meu controle.
  • Ele não pode reclamar; ele já quebrou promessas comigo antes.
  • Eu não quero fazer um rebuliço; Eu vou parecer neurótico.
  • Ele vai demandar muito; melhor não perguntar o que ele precisa.
  • Eu sempre entrego; um erro não vai ser grandes coisas.
  • Qual é o ponto? Eu não posso manter a promessa de qualquer jeito.

Você já ouviu cantos da sereia parecidos na sua mente?

Se você seguí-los você sabe que eles vão levá-lo(a) para a perdição: você vai trair você mesmo, você vai trair o seu interlocutor e você vai trair todos que confiam nos resultados da sua coordenação.

No entanto você sabe que a sua chamada é quase irresistível. Quando você mais precisa ficar fiel a sua palavra é quando você menos quer fazer isso. E por uma ótima razão: você não quer ser inconveniente!

Não cumprir os seus compromissos parecem ser o mais eficiente curso de ação no curto prazo. É por isso que tantas pessoas agem assim, mas isto é um grande erro se você não vai ser bem sucedido no longo prazo. Nada o torna mais valioso que sua reputação pela sua integridade.

É por isso que você deve se amarrar ao mastro.

 “Confiança é a lubrificação que torna possível às organizações trabalharem. Uma organização sem confiança é um equívoco, uma criatura fraca da imaginação de Kafka” — Warren Bennis

Você já sofreu por causa de uma empresa/pessoa não confiável que não cumpriu suas promessas sem sequer se desculpar ou minimizar as consequências? Quanto a mais você estaria disposto(a) a pagar por alguém que cumprisse sua palavra e se comportasse com comprometimento incondicional?

Um forte abraço e uma ótima semana!

 

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Não adianta plantar chuchu e querer colher morangos!

21 jul

plantarNa semana onde se comemora o dia do amigo meu pai me disse: “Sabe meu filho, você tem bons amigos na vida. Seja grato, pois isto é maravilhoso”.

Desta vez a ficha caiu de forma diferente. Eu nunca realmente parei para aprofundar o que sentia sobre isto. Ter amigos verdadeiros, que te apóiam em momentos difíceis na vida, interessados no seu crescimento pessoal, profissional e espiritual significa que você tem plantado as coisas certas na vida.

Ajudar um amigo, um parente ou, principalmente, um desconhecido significa medir qual é o seu grau de compaixão por ele e, consequentemente, por você mesmo. Afinal, segundo várias vertentes sobre a lei universal “somos todos um só!”

Não existe mágica: colhemos o que plantamos! Uma analogia muito bacana é que a vida é uma parede invisível. Se atirarmos uma bola verde, ela volta para nós verde. Uma bola vermelha volta vermelha. Se atirarmos forte e com raiva ou se atirarmos com carinho e cuidado é assim que ela voltará para nós.

“Insanidade é fazer sempre as mesmas coisas,
 esperando resultados diferentes.”
Albert Einstein

Outro ponto de vista interessante é que somos como torres de rádio emitindo a nossa “freqüência energética” para o mundo. Como uma rádio, quando você sintoniza uma estação para ouvir uma música.

Se, por exemplo, eu acredito que “as pessoas não são confiáveis” eu emito esta energia para o universo, as pessoas não confiáveis vão sintonizar na minha rádio e cruzar o meu caminho ao longo da vida. “Olá Caio, tudo bem? Não sei por que, mas gostei de você?”. A vida apenas é! Ela apenas retribui o que plantamos, sem julgar se algo é bom ou ruim. O “mal” e o “bem” não são conceitos do Universo, mas sim de nossas mentes.

Se você alguma vez foi julgado, criticado, traído, humilhado, abandonado em momentos difíceis, é o alerta que estas são bolas indesejáveis que estão voltando para sua mão. É como alguma dor que sentimos que serve para nos alertar que tem algo errado com nossa saúde e que precisa receber atenção.

Uma sábia decisão seria assumir a responsabilidade por qualquer coisa que aconteça em sua vida. Qualquer coisa! Ao invés de desperdiçar sua energia culpando os outros ou as situações, use-a para investigar o que tem plantado. Desta forma você poderá aprender e, se você realmente quiser, plantar novas sementes para fazer uma nova colheita.

Quanto mais rápido você desenvolver sua habilidade para fazer isto, mais rápido poderá iniciar novos plantios para colher o frutos que trarão paz e harmonia em sua vida! Esta é a única saída! Não adianta plantar chuchu e querer colher morangos!

Uma forma prática de saber quem vai sintonizar na sua estação é refletindo sobre:

  • Como você se comporta quando alguém pede sua ajuda para resolver algum problema sério? Lembre-se das pessoas que ajudou recentemente.
  • Você ajuda alguém por interesse genuíno na felicidade da pessoa ou esperando algo em troca? Nem que seja um reconhecimento ou a gratidão?
  • Como são seus relacionamentos com as pessoas? Já foi traído, julgado ou abandonado?
  • Como você trata seus colegas de trabalho? Com interesse genuíno em sua felicidade e sucesso? Sem julgamento ou crítica? O que as pessoas acham de você?
  • Que tipo de pessoa você tem se tornado para atingir os objetivos que traçou para sua vida? Competitiva e dura ou compassiva e amorosa?

 Abraços e uma ótima semana meus amigos!

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Como você avalia sua habilidade de fazer escolhas?

30 jun

escolhas shk sem bordaVocê provavelmente já ouviu falar no ditado: “na vida há duas formas de aprender: pelo amor ou pela dor”. Fico imaginando por que, normalmente, só escutamos o que o nosso Eu Superior (seu Deus ou energia que você considera o Puro Ser) tem a nos ensinar quando alguma coisa que julgamos ruim acontece.

De acordo com este ditado temos, geralmente, duas formas de fazer nossas escolhas:

  1. pelo amor: analisar honestamente e profundamente nossos valores e crenças, ações e palavras; manter um canal aberto com nosso Eu Superior e fazer disto uma prioridade em nossas vidas; adquirir a habilidade para deixar de lado a consciência de vítima (p. ex: eu me sinto injustiçado) e assumir responsabilidade sobre nossas ações (p.ex.: por me sentir injustiçado eu não tenho compaixão pelos problemas dos outros); ter interesse genuíno nas pessoas sem esperar nada em troca e ser um líder servidor que dedica sua vida para apoiar as pessoas a se tornarem o melhor que elas possam ser.
  2. pela dor: perda de pessoas próximas que não tivemos tempo de conviver ou dizer o quanto as amávamos; doenças graves; traições; ser machucado; abandonos; sofrer perdas financeiras; injúrias; sermos julgados e condenados quando somos inocentes etc.

A única forma de colocar esta teoria em prática é expandindo nossa consciência e desenvolvendo habilidades para o autoconhecimento. Todas as respostas estão dentro de nós e precisamos aprender como acessá-las. Precisamos de um mapeamento do que estamos realmente plantando (e não o que achamos que estamos plantando) e escolher o que queremos colher em nossas vidas.

Mas, neste exato momento, você vai precisar refletir que apesar de, instintivamente, já saber disto, talvez você não tenha dedicado tempo suficiente para este tema. Talvez ainda não seja prioridade para você. Afinal existem vários compromissos com que você está envolvido, e como você vai saber se esta é a melhor hora?

Vamos tentar um breve exercício? 

  • Respire profundamente e relaxe;
  • Coloque toda sua atenção neste exato momento no seu Ego. Admire-o. Fique por um minuto ou dois lembrando-se de suas conquistas e do caminho que fez para chegar até onde chegou;
  • Respire profundamente e relaxe;
  • Agora deixe de ser seu Ego para vê-lo de fora. Como se ele fosse uma bolha e você um expectador. Reconheça esta bolha como parte de você, mas perceba que ela não é você;
  • Perceba o que sente agora. Quais as escolhas que você tem feito desde pequeno?
  • Você precisa ser o(a) melhor? Bem sucedido(a)?
  • Realmente provar para si mesmo(a) e para os outros a que veio? Ser reconhecido(a) e elogiado(a)? Ok. Isto traz satisfação pessoal certo?
  • Seu Ego te trouxe até aqui e te ajudou a cumprir seus planos e metas. Ele foi importante. Reconheça e agradeça.

 Respire fundo novamente e coloque atenção na sua felicidade.

  • Como está a sua saúde? Se sente bem disposto(a)? Calmo(a) e em paz?
  • Como você tem se relacionado com a sua família?  Tem paciência e amorosidade com ela? Conseguiu perdoar fatos do passado que te fizeram sofrer?
  • Quanto tempo você tem dedicado a seus amigos? Você os tem incentivado nas dificuldades e participado de suas vitórias?
  • Como são suas atitudes no trabalho? Você trata as pessoas com humildade e como gostaria de ser tratado? Fica feliz quando elas são promovidas ou ganham um prêmio ou um bônus? Mesmo se for maior que o seu? Como seus colegas o vêem?
  • Como está seu relacionamento com seu Eu Superior? Você tem agido com os outros como um Deus misericordioso agiria? Lembre-se por um minuto das pessoas que tem ajudado sem esperar nada em troca.

Ok. Chegou a hora de equilibrar ainda mais sua vida. Seu Ego é muito importante e te trouxe até este momento. Seja grato pelas suas escolhas: elas foram fundamentais para seu aprendizado e crescimento até aqui.

Agora você precisa fazer uma especialização na sua vida, valores e crenças e ter a convicção que está indo na direção certa. Você pode seguir em frente e se conectar com seu Eu Superior e realmente olhar para dentro de si. Sentir a felicidade a cada passo, a cada dia. Só você pode fazer esta escolha. Nem as pessoas que o amam podem fazer isto por você. É a sua vida.

Apenas lembre-se que o quanto antes você fizer isto, mais rápido vai parar de plantar o que não quer e mais depressa vai colher o que realmente vai te fazer experimentar a felicidade de ser. E, por não saber quanto tempo nos resta pela frente, cada minuto é precioso!

E para fechar este post com algo que agregue valor a sua vida eu indico esta palestra de Harry Palmer – Gerenciando Mudança (Managing Change), em inglês. A versão com legenda em português só está disponível em DVD. http://avatarepcmedia.com/video/97-managing-change.html

 “Não existe o caminho da felicidade, a felicidade é próprio o caminho”
Mahatma Gandhi
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Uma pergunta difícil: você gostaria de viver em um mundo tão honesto quanto você?

25 jun

HonestoAo longo deste caminho de “despertar da consciência” estava lendo um texto sobre Honestidade. Sim, e daí? Óbvio que sou honesto e você também, certo?

O texto dizia que piratas, vigaristas e trapaceiros proclamam em alta voz a honestidade deles. Eu pensei enquanto lia: “Essa turma não tem vergonha mesmo!”. Então, tempos depois, caiu uma ficha enorme (na verdade parecia mais um caça níqueis): eu comecei a perceber que passei minha vida julgando as pessoas, mas não parei um minuto sequer para perceber a minha própria desonestidade!

É claro que existem graus diferentes como, por exemplo, roubar um banco ou matar uma pessoa, mas tudo depende da consciência de cada um. Por exemplo, para o Dalai Lama matar uma flor ou uma formiga é uma transgressão com o Universo e para outros matar por defesa da honra é um fato sem maiores conseqüências.

Quando comecei a pensar a respeito desta pergunta foi uma avalanche desenfreada. Alguns exemplos de “pequenas coisas que todo mundo faz”: colar numa prova, não recolher todos os impostos que deveriam, tentar se beneficiar das “brechas da lei”, dar uma graninha para o guarda, colocar as multas no nome de outra pessoa para não perder a carteira de motorista, dirigir alcoolizado, dirigir acima da velocidade permitida, se aproximar de pessoas com segundas intenções, cobiçar uma mulher/homem bonita(o) passando na rua mesmo que acompanhada(o), manipular pessoas nos relacionamentos e não por interesse genuíno na felicidade delas, tentar levar vantagem em cima dos outros, etc. Aliás, e bota “etc.” nisso.

Achamos que seremos absolvidos pela crença popular que “todo mundo faz isto”! A impunidade que tanto se fala não é da justiça brasileira, mas sim da nossa própria consciência e de nossos valores morais.

O que temos visto no mundo é um reflexo de nossa própria desonestidade! De que adianta ficar acusando os políticos se nós mesmos não somos exemplo? Eles são apenas um reflexo de nossos valores e atitudes. E se você estivesse no lugar deles com poder nas mãos e acesso ao dinheiro público?

Isto também se aplica aos assaltantes. Se você tivesse nascido em uma favela, passando fome, sofrendo maus tratos de todos e presenciando as maiores atrocidades desde que se entende por gente, você seria um “cidadão honesto”?

Se cada um de nós lembrar que o mundo é um reflexo nosso, começaremos a olhar para dentro e tentar mudar nossos valores e atitudes ao invés de ficar atirando pedras nos outros. Até porque, segundo a lei universal, nós colhemos o que plantamos: se atiramos pedras não podemos esperar que nos atirem rosas de volta.

A questão é que isto é muito fácil de falar e difícil de fazer, pois desde bebês aprendemos a não assumir responsabilidade. Quem assume responsabilidade apanha! “Filho, quem quebrou o porta-retrato?” “Não fui eu mamãe, eu juro! Deve ter sido meu irmão!”

Mas existe esperança! Precisamos reconstruir nossa auto-estima nos tornando mais íntegros sem qualquer supervisão externa ou punição. Esta é única forma de sabermos se estamos realmente no caminho certo para recuperar nossa integridade.

Uma frase que retrata muito bem esta situação é a de Ghandi: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”.

Se você quiser conhecer mais sobre você e aprofundar este tema, recomendo um mini-curso gratuito sobre Integridade Pessoal no link http://www.avatarepc.com/html/integrity(por).pdf

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